domingo, 3 de agosto de 2008

Morte súbita



Queria descansar

numa aresta qualquer

do seu mundo,

onde sonhos e fadas são reais.


Não consigo,

cavalos brancos e selvagens

correm pelo meu corpo,

meus dedos tecem apenas

mágoa e solidão.


Queria jogar mil rosas

aos seus pés,

mas só enxergo cães mortos,

aqueles que precisei chutar

pra chegar até aqui.

5 comentários:

pianistaboxeador21 disse...

Vai escrever bem assim lá em casa!!!
Beijão,
Dan.

Anderson Cádor disse...

A dor impregnada, estagnada.
O sofrimento que não sai, que não cessa.
A lembrança que não morre.
Um policiamente que às vezes pode não ser o ideal, se é que há algum, ainda, ou sempre. Um poema de muitas vidas e de muitas pessoas.

Pego para mim, e versos me perfuram o peito.

Sempre...
Cádor

Alice disse...

Eu vivo descansando. Acho até que, no dia que a morte chegar, ela vai me achar tão descansada que vai passar direto.

Mas é bom descansar no mundo de outro. É sempre a nossa melhor fuga porque em nossa casa tudo é antigo e os livros já foram lidos. Poema de olhos cansados que já viu tristeza demais.

Letícia

Guru Martins disse...

"...Será que sou realista????...."
Muito mais que isso.
És encantada!!!!!!!!

carinho

Serjones disse...

forte.