sábado, 16 de agosto de 2008

Sem título

Não faça que eu me iluda querido.
Eu posso dormir e acordar,
mas quando olho pela janela
o cemitério ainda abre novas covas
para seus velhos mortos.

No jardim brotam flores,
embora amarelas,
elas exibem suas carnes,
feito as putas que habitam
as esquinas de nossa casa.

14 comentários:

Xavier disse...

Márcia, vou usar de minha mais sincera sinceridade.

Gostei muito do teu poema!
Muito mesmo.
E só.

Luis Eustáquio Soares disse...

olá, poeta, eis que aporto em suas letras garatujas, vendo vc ilusionar-nos com o fim em todo começo.
b
luis de la mancha.
ps. postei outro texto

Alice disse...

Poeta não se ilude mesmo, Marcia. Tampouco mulheres que decidem se tornar escritoras. Parece que a visão fica mais aguçada. Às vezes se erra, mas quando uma mulher-escritora acerta, é sempre a palavra mais forte.
E novos mortos também surgem.
Belo trabalho.
Com admiração,

Letícia

Heitor Cardoso disse...

..e mais uma vez, apesar de nao ser ninguem, tiro-lhe o chapéu que me roubaram, ou que nunca ganhei.

Muito bom.

Heitor Cardoso disse...

Ah proposito, essa tela é de Salvador Dali.. ou é impressao minha?

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Adorei o seu poema e descobri que temos algo em comum: a Frida Kahlo. Tenho mais de 30 livros sobre ela. Obrigada por visitar o meu Blog, estou aqui retribuindo a visitar. Toda vez que postar, venho chamá-la.
Um beijo,
Renata Cordeiro

Antunes Ferreira disse...

LISBOA - PORTUGAL

Olá!

Belo poema! Eu faço quase só prosa, mas gosto de boa poesia. É o caso

Cheguei a este blogue através de outros que costumo visitar e neles postar comentários. Cheguei, vi e… gostei. Está bem feito, está comunicativo, está agradável, está bonito – e está bem escrito. Esta é uma deformação profissional de um jornalista e dizem que escritor a caminho dos 67…, mas que continua bem-disposto, alegre, piadista, gozão, e – vivo.

Só uma anotaçãozinha: Durante 16 anos trabalhei no Diário de Notícias, o mais importante de Portugal, onde cheguei a Chefe da Redacção – sem motivo justificativo… pelo menos que eu desse com isso… E acabo de publicar – vejam lá para o que me deu a «provecta» idade… - o me(a)u primeiro livro de ficção «Morte na Picada», contos da guerra colonial em Angola (1966/68) em que bem contra vontade, infelizmente participei como oficial miliciano.

Muito prazer me darás se quiseres visitar o meu blogue e nele deixar comentários. E enviar-me colaboração. Basta um imeile / imilio (criações minhas e preciosas…) e já está. E se o quiseres divulgar a Amiga(o)s, ainda melhor. Tanto o blogue, como o imeile, tá? Muito obrigado

www.travessadoferreira.blogspot.com
ferreihenrique@gmail.com

Estou a implementar e desenvolver o projecto que tenho para o meu www.travessadoferreira.blogspot.com e que é conferir ao meu/vosso/NOSSO blogue a característica de PONTO DE ENCONTRO entre os Países fraternalmente ligados – Portugal e Brasil. No que estou, pela minha parte, a desenvolver todas as diligências que, naturalmente, me forem possíveis.
E, naturalmente também, para poder enviar-te «coisas» que ache interessantes. Se, porém, não as quiseres, diz-me que eu paro logo. Sou muito bem-mandado (a minha mulher que o diga…) e muito obediente (cf. parênteses anterior).
Já solicitei a colaboração da Embaixada de Portugal em Brasília, que tem à frente dela um diplomata fora de série, o meu querido Amigo, Dr. Francisco Seixas da Costa e na qual se integram mis dois bons Amigos de longos nos: o Adriano Jordão e o Carlos Fino. Seixas da Costa criou um blogue magnífico Embaixada de Portugal no Brasil, www.embaixada-portugal-brasil.blogspot.com, que vos recomendo vivamente visitar. Tem tudo sobre as relações entre as duas Nações. E já fiz o mesmo aqui em Lisboa. Espero receber resposta da Embaixada brasileira.
Este é um desejo que já ultrapassa a simples intenção. Felizmente, neste momento possui muitos comparticipantes – como desejo que seja o teu caso. Mas, com o empenhamento, a ajuda, o entusiasmo e a alegria que tenho encontrado – iremos longe. A internet (apesar dos aspectos negativos que ainda apresenta) tem uma força incomensurável e desenvolvimento tecnológico que se actualiza dia a dia.
Abrações e queijinhos, convenientemente repartidos e distribuídos

PS 1 – Quando navegarmos em velocidade de cruzeiro, quero alargar o Travessa aos outros PALOP. Que achas?
PS 2 – Desculpa por este comentário ser tão comprido e chato. Como a espada do D. Afonso Henriques…
PS 3 - Já conheces o me(a)u «Morte na Picada»? Há quem diga que é muito bom. E até que é o melhor que se escreveu em Portugal sobre o tema. Dizem… Obviamente que não sou eu a dizê-lo… Só faltava… E também há quem tenha escrito que sendo contos da guerra colonial em Angola 66/68 (em que infelizmente e contra vontade participei), é SANGUE & SEXO… Malandrecos… Depois de leres, se, por singular acaso, tiveres gostado dele, terás de comprar muitíssimos mais exemplares. São excelentes prendas de aniversários, casamentos, divórcios, baptizados, e datas como Natais, Carnavais, Anos Novos, Páscoas, Pentecostes, vinte e cincos de Abris, cincos de Outubro, dezes de Junhos. Até para funerais. Oferecer o «Morte» na morte fica bem em qualquer velório que se preze. E, além disso, recomenda-o, publicita-o, propagandeia-o, impinge-o aos Amigos, conhecidos, desconhecidos & outros, SARL. Os euros estão tão raros e... caros...
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A editora da obra é a Via Occidentalis (occidentalis@netcabo.pt) cujo site é www.via-occidentalis.blogs.sapo.pt. Neste blogue podem ser consultados mais dados sobre o livro, cujo preço de capa é € 14,70. ATENÇÃO: Pode ser comprado pela Internet.
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NOTA IMPORTANTE: Este texto de apreciação e informação é similar em todos os casos em que o utilizo. Digo isto, para quem não surjam dúvidas ou suspeitas sobre a repetição em diferentes blogues. E para que ninguém se sinta ludibriado – ou ofendido… Há feitios que… Mas, sublinho, apenas o uso quando o entendo, isto é, quando gosto mesmo dos que visito. Nos outros onde também vou, se não gosto, saio sem comentários. Há muitos mais. Aqui na terrinha diz-se que «se não gostas, põe na beirinha do prato»…

f@ disse...

poema magnigico...
um conto só ... de flores amarelas em todas as esquinas vivas...
gostei mto do teu espaço...
bj das nuvens

biazinha disse...

O corpo putrefo aduba a terra, enfim, vida e morte no mesmo ciclo...eternamente!
Beijos.

Ricardo Jung disse...

Nature is a whore, já disse Kurt Cobain

e acordar depois de pegar no sono do amor é sempre pavoroso

deixe que o céu e suas pretensões perfeitas nutram nosso tão intenso desapego, ao ponto de torná-lo quase um suicídio



p.s. há algo que você precisa saber sobre o Jealousy, que ele era pra ser um comentário sobre o seu último Mosaico de Rancores... mas reduzi o comentário e o tornei aquele texto.

Thanks!

pianistaboxeador21 disse...

É só pra vc saber que pensei em vc, no meio do meu dia atribulado.
Conto os minutos pra noite que ainda está longe.
Carinhos,
Dan.

marcio m disse...

Muito bom o seu poema,parabéns pelas colocações.Um abraço.

Luciano Fraga disse...

Márcia,belíssimo poema, adoro este tema assim como amo e respeito as putas,parabéns,abraço.

Guru Martins disse...

...os momentos que movem minha
escrita são muito particulares e neles a densidade só abarca
esse "universo".
Mas quando boto o bloco
na rua e recebo o referendo
de leitores e escritores da
tua estirpe, as haspas do meu
universo viram reticências,
desprezam as virgulas e incluem
a exclamação q coroa alegria
de fazer parte de uma comunidade
que comunga...

tbj