domingo, 24 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
Semana de Literatura Pornográfica d'O BULE
domingo, 3 de julho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Uma conversa com Nilto Maciel
sábado, 18 de junho de 2011
"Autores contam a batalha para serem publicados" Jornal da Tarde 18/06/2011

Quem quiser dar uma lida acesse o link: http://blogs.estadao.com.br/jt-variedades/autores-contam-a-batalha-para-serem-publicados/
domingo, 12 de junho de 2011
Meu conto "Sangria nos meus olhos mortos" na Coyote 22
Coyote chega ao número 22 Inéditos de Italo Calvino e dossiê com o poeta e letrista Geraldo Carneiro são alguns destaques do número 22 da revista editada em Londrina (PR)
"Sinto falta de radicalidade. É preciso encarar a prática poética com mais seriedade, violência e humor. Sinto falta de grandes polemistas, como Mário Faustino. Figuras que sejam capazes de tumultuar a cena poética brasileira, no melhor sentido" — diz o poeta e letrista Geraldo Carneiro, em dossiê publicado no novo número da revista Coyote, que chega às livrarias do Brasil esta semana.
Outros destaques do número 22 são dois textos de Italo Calvino, publicados postumamente em Romanzi e Racconti (1993), inéditos no Brasil (em tradução de Eclair Almeida e Bruna Ferraz). Jerusa Pires Ferreira e Josias Abdalla Duarte introduzem e traduzem a poesia do galego Manuel Antonio (1900-1930), também inédito por aqui.
Editada em Londrina (PR), o novo número traz ainda um conto em forma de peça teatral de Veronica Stigger (RS), a poesia nonsense de Edward Lear (1812-1888, traduzida por Vinícius Alves), contos de Sandro Saraiva (SP) e Márcia Barbieri (SP), inéditos de Paulo Moreira (RJ), Wilmar Silva (MG), Ygor Raduy (Londrina) e poemas de Solivan Brugnara (PR), estes dois últimos, novos talentos da poesia paranaense. Traz também o ensaio fotográfico "Desejo Eremita", do amazonense Rodrigo Braga. A contracapa é assinada por Beto.
Em seu nono ano de existência, Coyote prossegue abrindo espaço para novos autores, resgatando e apresentando nomes importantes das letras e das artes, de épocas e lugares diferentes, instigando a reflexão e a criação literária.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
I Concurso de Poesias Autores S/A
I Concurso de Poesia Autores S/A - Regulamento

Leia o regulamento disponível em:
http://autoressa.blogspot.com/2011/05/i-concurso-de-poesia-autores-sa.html
domingo, 8 de maio de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Entrevista com André de Leones

Hoje n' O BULE entrevista com o escritor André de Leones, ganhador do Prêmio SESC de Literatura 2005:
sexta-feira, 15 de abril de 2011
IV ENCONTRO PRÁTICA DE ESCRITA
terça-feira, 12 de abril de 2011
Trem de doido

A vida é um osso duro de roer. Desenterro os dias. Rizomas mortos. Enfio os dentes e perfuro até chegar ao tutano. Tenro. As moscas brancas cercam minha cara e incomodam. Olhos de boi. Estou há três dias soltando as tripas. Mais um dia de merda. As varejeiras continuam me fodendo a vida, rondando meu rabo. Oroboro o caralho. Nunca fui dado ao misticismo. Mandalas nunca me acalmaram. Gatos de Alice sarcásticos na janela. O suicídio é pra poucos.
Não consigo parar de pensar naquela cadela, a vaca só queria mesmo ser comida, depois sumiu, foi dar pra outro. E eu uivando feito tonto. Pau a pique. O amor é mesmo uma construção burguesa. Fico horas olhando as roupas secando no varal. Toda intimidade exposta a céu aberto. Pardais ciscam no quintal, sempre em cima do muro. É difícil assumir uma posição.
Se não bastassem os três dias de diarréia, ontem fui atravessar a rua e um idiota de um moleque me atropelou. Lembrei do Rogério e sua crônica sobre um animal de pelo curto e amarelo. Gosto de imaginar o amarelo sangrento no asfalto, feito um piche inventado. Baleia zonza debaixo do sol. Agora a minha perna está em carne viva, posso escutar o sorriso desses malditos mosquitos. Larvas me devoram e eu ainda não morri. Como pode um animal se conformar em viver sob a pele de outro? Parasitas me causam nojo.
Sinto tanta dor que o suor e a saliva escorrem abundantes pela minha língua. Acordo e o meu corpo está todo dolorido e não para de coçar, parece que carrapatos perfuraram a pele e fizeram ninho na ferida exposta.
Era só o que me faltava mesmo. Vejo duas mãos enormes. Luvas brancas. Já até imagino o que me espera. É o Rogério. Ele aperta com força. Duas, três, quatro vezes. Uma berne salta e se esparrama elegante no chão. Tento agarrá-la. A coceira para. Mas preciso ficar deitado até essa perna sarar, ele alerta enquanto afaga entre minhas orelhas. Eu não posso mais perseguir o centro de mim. E afinal, o que mais pode um cão fazer além de correr atrás do próprio rabo? Hidrofobia. Mordo a canela do meu dono.A vida é um osso duro de roer. Desenterro os dias. Rizomas mortos. Enfio os dentes e perfuro até chegar ao tutano. Tenro. As moscas brancas cercam minha cara e incomodam. Olhos de boi. Estou há três dias soltando as tripas. Mais um dia de merda. As varejeiras continuam me fodendo a vida, rondando meu rabo. Oroboro o caralho. Nunca fui dado ao misticismo. Mandalas nunca me acalmaram. Gatos de Alice sarcásticos na janela. O suicídio é pra poucos.
Não consigo parar de pensar naquela cadela, a vaca só queria mesmo ser comida, depois sumiu, foi dar pra outro. E eu uivando feito tonto. Pau a pique. O amor é mesmo uma construção burguesa. Fico horas olhando as roupas secando no varal. Toda intimidade exposta a céu aberto. Pardais ciscam no quintal, sempre em cima do muro. É difícil assumir uma posição.
Se não bastassem os três dias de diarréia, ontem fui atravessar a rua e um idiota de um moleque me atropelou. Lembrei do Rogério e sua crônica sobre um animal de pelo curto e amarelo. Gosto de imaginar o amarelo sangrento no asfalto, feito um piche inventado. Baleia zonza debaixo do sol. Agora a minha perna está em carne viva, posso escutar o sorriso desses malditos mosquitos. Larvas me devoram e eu ainda não morri. Como pode um animal se conformar em viver sob a pele de outro? Parasitas me causam nojo.
Sinto tanta dor que o suor e a saliva escorrem abundantes pela minha língua. Acordo e o meu corpo está todo dolorido e não para de coçar, parece que carrapatos perfuraram a pele e fizeram ninho na ferida exposta.
Era só o que me faltava mesmo. Vejo duas mãos enormes. Luvas brancas. Já até imagino o que me espera. É o Rogério. Ele aperta com força. Duas, três, quatro vezes. Uma berne salta e se esparrama elegante no chão. Tento agarrá-la. A coceira para. Mas preciso ficar deitado até essa perna sarar, ele alerta enquanto afaga entre minhas orelhas. Eu não posso mais perseguir o centro de mim. E afinal, o que mais pode um cão fazer além de correr atrás do próprio rabo? Hidrofobia. Mordo a canela do meu dono.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Morte no Subúrbio: conto em 6 atos
sábado, 29 de janeiro de 2011
Placenta

“Onde é o vasto ventre do nada, prenhe de mundos, que contém agora as raças que virão?”
Arthur Schopenhauer
Enquanto a despia com a alma de viajante, pensava em “Cão Danado”. Se o revólver não tivesse sido roubado. Se ela não tivesse casado com aquele homem rude, se não tivesse parido por tantos anos, tantos filhos brutos rasgando suas entranhas de falsa mulher civilizada... Soluçava e sentia o gosto das goiabas que compartilhávamos quando crianças e com o tempo foi bichando. O esfíncter arrombado da nossa infância prematura.
- Você está diferente, parece que a rudeza te comeu por dentro e por fora, de pensar que já fomos tão parecidas, as pessoas até costumavam confundir.
- Você julga não ter mudado.
- E mudei?
- Minha querida! Não seja tão tonta, eu não envelheci assim, tão de repente, tão sozinha, já faz tantos anos...
- Tantos anos?! Não foram tantos assim.
- Eu apenas parei com essa luta insana contra o tempo. Agora eu comungo com ele, todas as manhãs.
- Uma forma bem cômoda de encarar essa flacidez mórbida estampada em você, toda essa pele manchada de mágoa tropeçando entre seus dedos.
- É triste ver você.
- Que ironia! Digo o mesmo.
- Eu te amo, não há nenhuma ironia em minha voz, não desperdice suas forças comigo, estou ao seu lado, como quando pela manhã nos surpreendíamos porque tínhamos sonhado o mesmo sonho.
- Já não me lembrava.
- Você ainda não percebeu que mudou. Um vestido que nunca foi usado, não significa que não envelheceu.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Marcio Almeida
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Sangria nos meus olhos mortos


